Aqui Laura tudo jaz
aqui Laura tudo o que jaz serve de lodo para uma nova vida
tudo passa e nada fica para me fazer lembrar que não existe o remorso da consciência, ou todas as palavras numa só boca.
Aqui Laura os dias são apenas gotas de uma chuva, apenas farejo o presente já com réstias de passado, Aqui deixou de existir um tempo...tudo infinitamente se sucede.
a dor, alegria, o amor, a paixão e os sentimentos passageiros do mesmo comboio, roupas que mudam o aspecto, julgares que não mudam nada e olhos que não aprendem o que é ver...
Laura os tempos são estes de trincar frutos colhidos apenas por nós, duma árvore que ninguem tocou como os nós que fizemos só para os desmanchar na preguiça do juizo não querer ser nada do que é...tu não és Laura, o adeus não é despedida, mas sim um agasalho à recordação de ter sido real, algures, em sitios e lugares em que se ocupam somente pelo vazio,Laura são mais os silencios preenchidos, gordos e quentes sentidos de não proferir o que se comeu e digerir e acabar sentado na sanita do conceito largando cheiros e pedaços do que foi comida, que me deu na barriga impressão de poder continuar por mais um dia, mas isso Laura é pura mentira, eu se morrer é de ter vida e não de pensar nos dias que julguei viver
Aqui Laura não se percebe as coisas sentidas em tidas como verdade,farejo, mijo e cago nos passeios que sem ironia me fazem perceber onde estou, nos pequenos infimos actos, nos espaçamentos, nos intervalos, nos falsos e visuais pedaços do que sou.
Aqui Laura nunca foi mais bonito as folhas,as pedras mortas, as gastas horas de um relógio farto de contar os segundos que caiem no pano de fundo deste teatro, não vi aqui, o instante esticar os braços até onde és ou Estar, não contaram os abraços que demos, os versos que juntos fizeram a comida para um prato que não usámos, de rir apenas a mim, que segurando a luz à claridade, o verso encostado contra o papel, tu não seres, eu não conseguir deixar o ser, ser outra coisa além do que é e os pensares serem partos interiores de uma mãe sempre mãe ser, até ser pai do grito do grito de escrever. Laura os dias são cheiros,os sentimentos nariz, a mentira e verdade os talheres...e eu como apenas com a boca lambendo partes do chão, lavando pelo acto a renovação de lamber tanto merda como mel das mãos do Devir...e só trinco o que pode existir o resto é só procurar,dar voltas no proprio eixo e enrolar a coluna da solidão no peito protegido de pelo, pelo verso contra o verso.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Existo mais
Não sendo nada descubro tudo o que sou e mais um pouco.
Misturando todas as palavras que conheço acabo por inventar uma linguagem nova que não querendo dizer nada acaba a tudo dizer.
A necessidade de expressar sentidos e sentimentos acaba por minar os diálogos fazendo com que inesperadas explosões surjam após o que pareciam ser leves palavras.
Um coração que bate a ritmos que teimamos em não entender leva alguns a fazer aquilo que nunca desejaram e acabam a sentir-se loucos por apenas não quererem sentir.
Uma mente que nos leva onde um corpo não pode entrar acaba por me levar a mim a um lento mas consciente e inexorável processo de anulação.
Sendo eu a única barreira a que o EU me encontre de nada vale querer existir mais
Misturando todas as palavras que conheço acabo por inventar uma linguagem nova que não querendo dizer nada acaba a tudo dizer.
A necessidade de expressar sentidos e sentimentos acaba por minar os diálogos fazendo com que inesperadas explosões surjam após o que pareciam ser leves palavras.
Um coração que bate a ritmos que teimamos em não entender leva alguns a fazer aquilo que nunca desejaram e acabam a sentir-se loucos por apenas não quererem sentir.
Uma mente que nos leva onde um corpo não pode entrar acaba por me levar a mim a um lento mas consciente e inexorável processo de anulação.
Sendo eu a única barreira a que o EU me encontre de nada vale querer existir mais
quinta-feira, 15 de abril de 2010
o tutano do eu
mordo as palavras
elas mordem-me igualmente
mato-as brutalmente
elas vivem
sangro-as doçemente
elas resistem
se sou eu que existo...não o quero!
a brutalidade desmanchou-se em amor
vencido por um outro eu..eu!
pela ponta dos cabelos sinto
que é Agora que sou levado
na espiral dos tempos
a minha utópica consciência não era mais que um sonho
que eu não sendo..existo mais.
elas mordem-me igualmente
mato-as brutalmente
elas vivem
sangro-as doçemente
elas resistem
se sou eu que existo...não o quero!
a brutalidade desmanchou-se em amor
vencido por um outro eu..eu!
pela ponta dos cabelos sinto
que é Agora que sou levado
na espiral dos tempos
a minha utópica consciência não era mais que um sonho
que eu não sendo..existo mais.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
ser pão
Que parvoíce em jubilar
O caroço de um amargo engolir,
Juntos os lábios perfazem,
Artesanal, fazer das mãos,
A cura, a purga, uma boa mortalha feita ela de interior
O que fumamos (fumo) são aragens dos desertos
Que ninguém pisou.
Formas, bonitas formas, o contraste reclama subtilmente a face do oculto,
Que não se escondeu
Também para quê?!
Dizer a quem ainda não me viu
Que aqui estou.
O caroço de um amargo engolir,
Juntos os lábios perfazem,
Artesanal, fazer das mãos,
A cura, a purga, uma boa mortalha feita ela de interior
O que fumamos (fumo) são aragens dos desertos
Que ninguém pisou.
Formas, bonitas formas, o contraste reclama subtilmente a face do oculto,
Que não se escondeu
Também para quê?!
Dizer a quem ainda não me viu
Que aqui estou.
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