quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Será fingir?

Seremos nós mais que a soma das nossas partes?
No oco aparece o eco que mais não é que repetição.

Pontapeias as ilusões criadas na dopada ociosidade.
Arranjas quem te belisque de quando em quando
Vais mirando um espelho que teima em estar vazio.
Colocas a tua melhor peruca e sais em busca de aventura...A ventura de sair da peruca...

Os cães lutam á minha porta
As solas manchadas de sangue deixam pequenas migalhas que tubarões cheiram á distância.
Corro pesaroso por ter que á Morte fugir.

O veludo torna tudo tão suave que me deixo dormir enquanto me mostras os males do mundo pelos teus olhos... Um movimento sexy consegue acordar alguns.
Para outros mais fácil era dormir....Dormir para sempre...
Fingindo acordar a cada manhã,mas dormindo, dormindo sempre.

Enquanto se viaja de corpo em corpo sentem-se os diferentes aromas do medo e tudo se revela na mais absoluta escuridão.
A língua passa a noite entalada num livro e não mais se cala.

Será que fingimos ou seremos realmente aqui que fingimos ser?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

oco sem eco

Arrastam-se vestindo casualidade
eu participo àvidamente, finjindo-me
ser quem nunca fui, um futurista pró passado
palavras ocas sem pensa-mento
particulas dos momentos imovéis
que se guardam em abismos
inrecuperáveis
tamanha queda finjiria ser uma ascenção
ninguem caso contrário, cairia
no lamacento...feito obrigação
trabalho do dia a dia
ordenados para pagar vidas
as vidas singulares sem retorno
morria a memória de nós
se já soubesse...o que não sabia
como eu...que vou dizendo á vida
que é só esta..a outra, será melhor